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Logo no início ele fala sobre o conceito de administração, que é um conceito muito maior, que vai além da utilização racional dos recursos para atingir determinados fins. Ele salienta que a escola copiou esse modelo de administração das empresas, copiou também essa hierarquia de uma pessoa mandar e todo o resto obedecer, por tal razão ele sugere que não haja mais um diretor, mas sim dois ou três coordenadores. Como sabemos escola e empresas são bem diferentes, pois a primeira deveria se preocupar com a formação de um ser humano- histórico e a segunda está preocupada com o lucro. Portanto, é possível notar que a diferença entre as duas é bem grande, até porque em empresas lida-se com objetos e já na escola lida-se com vidas. Nesse aspecto o que o Professor recomenda é que se imite das empresas não seus métodos, mas sim a eficiência com que ela articula meios e fins. Mas o que segundo ele acontece é que a escola não faz isso, ela copia os meios da empresa, abstrai e esquece do fim da escola e aí desanda e não alcança fim nenhum.
Em outro ponto ele fala que a nossa escola não ensina, que ao invés da preocupação se voltar para a educação integral do aluno, a preocupação vai para exames como o SAEB e o ENEM que para ele não medem nada. Ele ainda faz um reflexão sobre o assunto, será que se um secretário de educação fizer o SAEB conseguiria um nota exemplar? Provavelmente não, pois nossa escola não ensina, muitos no Ensino Superior já se esqueceram do que aprenderam no Ensino Fundamental.
Uma questão que ele enfatiza é sobre a transmissão de conhecimento, enquanto muitos acharem que estão transmitindo conhecimento, esses mesmo não estarão diferenciando a escola da televisão, de um jornal e ainda estarão baseados em um conceito medieval de educação.
Para um aluno aprender é preciso em primeiro lugar que ele queira aprender, a educação deve ser intrinsicamente desejada, portanto a tarefa do professor é propiciar condições para que seu aluno queira aprender, por isso a importância da motivação e do ensinar brincando. Quando o professor propicia que o aluno se aproprie do conhecimento, esse conhecimento não vai ser mera transmissão de conhecimento mas, apropriação e esse conhecimento passa a ser além de seu dele também.
Voltando para o campo da administração, ele vê um grande problema na forma como se escolhem um diretor de escola. Na maioria das vezes a escolha se dá através de nomeação política, algumas vezes por concurso e na menor parte dos casos por eleição. Para ele a melhor maneira seria através de eleições onde a democracia se faria presente, mas o que vemos na maior parte do país é a nomeação política onde colocam pessoas que não entendem nada de educação e isso prejudica todo um processo. Ele enfatiza que para ser um bom diretor não precisa de graduação específica ou cursos de gestão, somente é preciso ser um bom professor, pois um bom professor conhece todos os anseios, todas as dificuldades de uma escola, então ele seria o mais indicado para ocupar esse cargo.
O que concluímos é que nossa escola perdeu um pouco o rumo, esquecendo de seus verdadeiros objetivos e focando em avaliações como SAEB e ENEM e esquecendo do que realmente importa, a formação integral do aluno, a formação do aluno para a vida. Outro ponto crítico é a forma como são escolhidos os diretores, que facilita para um resultado ruim a longo prazo, já que a cada quatro anos se muda o gestor da escola. Para assistir ao vídeo clique aqui.
